A revoluçâo Liberal por terras de Mogadouro.
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- Categoria: História
- Publicado em quarta, 30 novembro -0001 00:00
- Escrito por Antonio Cordeiro
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Alguns paracos utelizavam o pùlpito para a sua luta contra o liberalismo, de entre eles se dastacou o Abade de Travanca que se recusava a comunicar nas suas funçôes eclesiasticas com os parachos providos pelos vigàrios capitulares, por os considerar sem jurisdiçâo e pelo mesmo motivo inhabeis para celebrar matrimònios e adminstrar os demais sacramentos que todos ficam nulos quando a tal se aventuram.
Exm.e Rm.Snr.o regedor presidente e mais membros da junta de Parochia da Freguesia de Travanca, representam em nome de todo o povo a V.Exa.Rma.Objecto seguinte:::
Por orden do Rm.Snr.Arcipreste deste Ramo do Aro, forâo no dia 25 do passado doze homens chamados a Sendim para informaram da conduta do Reverendo Bernardo Urosio de Amaral exm. senhor abade desta freguesia, e sendo os ditos homens de boa e sâ conciência deram sua informaçâo e todos disseram que nâo convinha tal homem a parochiar esta freguesia , pela disposiçâo geral em que se acha com todos os fregueses , narrando elles todos os motivos que se conformam com os seguintes....
E tanta é a sua mà conduto, e pécima openiâo que publicamente diz e grita que todos os encomendados que para aqui tem vindo sâo ums ladrôes chamando-lhe nâo so a estes mas a todas as autoridades ligitimamente constituidas istrusas e inlegaes (intrusas e ilegais) dizendo que os encomendados que aqui tem parochiado , lhes hâo satisfazer tudo quanto tem percebido por meio de indiminizaçâo elle pretende grita e espalha noticias aterradoras animando os partidarios miguelistas prometendo lhes certa a vinda do Uzurpador e fazendo lhes acreditar que è certa e entâo que elle o ex-abade serà seorn chefe para vingar-se de todos os amantes da causa da liberdade e da Rainha e muito escandalozamente diz que os casamentos sâo nulos e todos os mais sacramentos, porque os parachos nâo tem jurisdiçâes legais.
Por isso tudo é nulo crendo assim perturbar o bom sosego e abandonar a nossa santa religiâo Catholica , mas devalde tem empregado seos inuteis e maus prejectos e alem disto ainda havera dous mezes que numa festividade que solenemente se selebrou no lugar d`Athenor se poz a remendar ao Padre que cantava a missa fazendo conhecer ao povo ouvinte aquele excarneo e abandonornde hum acto tâo solene , dando assim ocaziâo ao povoa murmurar de tal procedimento tâo partado de um lugar sagrado e em qualquer funçâo a que assiste numca acompanha como os demais padres levantando se no da Igreja à face do povo dando assim proxima ocaziâo ao povo de hua murmuraçâo por nâo saberem o motivo porque tal faz..
Esta junta pede e roga a V.Exm.Rma se digne aliviar este povo de hum flagelo e huma ruina proxima que se lhe vai seguir , e no caso , numca esperado de selhe passar titulo ao pertendente para esta Igreja de Travanca, nos obriga a durapercizâo a representar a Sua Magestade Fidelissima Rainha pela repartiçâo competente , e rogamos a V. Exa nâo seja preciso para bem da Igreja edo sosego.Deos Guarde a V. Exa.Rm muitos annos .
Travanca em sessâo de 24 de Outubro de 1839 o Regedor Joâo Baptista Lopes o Presidente Francisco Martins e o membro Josè Martins Castinheira .Ao Exm.eRmo.Snr.Vigario Capitullar e Governador do Bispado de Bragânça .
Este decumento se encontra no arquivo do paço Episcopal de Bragânça.
Como se pode ver o português era um pouco diferente, mas dá para comprender.
Atenciosamente, A.Cordeiro


