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Revolução Liberal

 

POR TERRAS DE MOGADOURO

Na sequência das invasões francesas o clima revolucionário que desde 1789 se vivia em França e noutros países da Europa, tinha inflamado parte dos intelectuais portugueses, os quais não perderam a oportunidade de manifestar a sua solidariedade com os revolucionários franceses. Em Portugal, depois da partida do rei para o Brasil, foram criadas as condições para que a revolução fosse um facto. Aqueles que já antes conspiravam tinham agora uma oportunidade de manifestar sua opinião, embora isso acontecesse  no ambiente de nacionalismo em que então se vivia no país. 

Com o triunfo do absolutismo em Portugal, desde cedo houve quem se opusese terminantemente ao Infante usurpador, e o melhor campo para isso era sem dúvida o bastião de influência que este conservava em Trás-os-Montes, província que desde sempre fora favorável ao regime de monarquia absoluta. Embora com algumas excepções, era a província que melhor se identificava com D. Miguel. O General Rego derrotou o Conde de Amarante na sua própria terra. nomeando António Claudino Pimentel como governador da província. 

Natural de Moncorvo, onde nascera em 1776, morreu em 13 de Agosto de 1831 nas prisões da Relação do Porto, não vendo assim consagrado o ideal pelo qual dera a vida. Embora fosse um grande liberal teve por vezes uma acção excessiva. Durante o seu comando foram praticados actos que em nada o dignificaram, tais como a queima das casas do Reitor do Azinhoso, bem assim como as do Escrivão e do Capitã-mor.  Quando a 8 de Abril o exército liberal entrou em Mirandela, tinham sido aí praticadas inúmeras barbaridades pelos absolutistas na pessoa de liberais ou simpatisantes dessa causa, chegando mesmo a prender o Juiz de Fora, o qual conseguiu fugir. Manifestações de regozijo foram aí presenciadas pelos liberais e por muitos que acabavam de ser libertados. O laço azul e vermelho miguelista foi substituído pelo azul e branco dos liberais. As tropas do Conde de Amarante fugiram aterrorisadas na direcção de Bornes, a caminho de Mogadouro, numa tentativa de alcançar Espanha, tendo atravessado o rio Sabor na velha ponte de Remondes. Acamparam nas eiras dessa aldeia, onde pernoitaram, tendo mantido uma patrulha na ponte. Existe uma carta escrita pelo general que comandava essas tropas, na qual ele narra alguns episódios que descreveremos mais tarde. Embora tentando o choque com o inimigo, o General Rego não conseguiu o seu fim, pois este fugia perante a ameaça dos liberais. O núcleo do exército liberal tinha ficado em Bruçó, com a intenção de interceptar o inimigo na sua fuga para Espanha. 

Em Vila de Ala os esquadrões 1 e 3 ainda form incomodados por alguns atiradores absolutistas de um esquadrão que estes dominavam, embora se debatessem com inúmeras deserções, principalmente de soldados que desejavam juntar-se às hostes liberaïs. 

A.B.Cordeiro 

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Nota: Acho bem que haja um editor para corrigir os textos, pois eu próprio serei um dos que não escrevem português correctamente, o que é de aceitar para quem está há quase 30 anos fora do seu país.