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Thomas Edison

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Muita da nossa qualidade de vida a devemos às investigações feitas por este homem, nascido a 11 de Fevereiro de 1847 na cidade de Milan. Foi inventor e empresário, tendo sido muitos os inventos que registou em seu nome. Conhecem-se cerca de 1300 patentes que lhe são atribuídas embora só cerca de algumas centenas é que são da sua autoria. Poucos se podem gabar de ter tido uma actividade inventiva como ele. De entre os vários inventos, destacam-se o gramofone, o cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. A lâmpada eléctrica de incandescência é, sem dúvida, o seu invento mais conhecido. No meio empresarial e intelectual era conhecido por The Wizard of Menlo Park. Tinha uma particularidade muito interessante e que muito o distinguia dos seus colegas inventores pois foi o primeiro a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção. A sua capacidade de inventar e produzir novos equipamentos, certamente fruto do seu elevado QI que se estimava em 240, fez com que fosse considerado por muitos o maior inventor de todos os tempos e um dos precursores das tecnologias do século XX. A sua apetência pelo invento revelou-se muito cedo. Desde criança demonstrou poder de observação e curiosidade, não admirando que aos 7 anos, quando a família se mudou para Port Huron, Michigan, o pai lhe instalasse um laboratório de química no sótão da casa, onde deu azo à imaginação e começou a realizar experiências. Foi aqui que aprendeu o código Morse e construiu os primeiros telégrafos que lhe permitiram arranjar um emprego como telegrafista passando, mais tarde, a vendedor de livros. Em 1868 patenteou o seu primeiro invento que foi um contador automático de votos. Dois anos depois entrou no mundo empresarial com a fundação da sua própria empresa, em Newark, Nova Jersey. Passado pouco tempo entra para o clube dos ricos com o dinheiro que conseguiu com a comercialização de um equipamento electromecânico que transmitia telegraficamente as cotações da bolsa de valores, por si inventado e construído na sua empresa. Apesar deste sucesso houve inventos que se saldaram por fracassos comerciais.

A sua paixão pelas comunicações levou-o a inventar uma pena eléctrica que permitia tornar mais rápida a comunicação por código morse. O microfone de carvão representou, à altura, um contributo muito importante para a melhoria das transmissões telefónicas. Nesta data decide mudar-se para Menlo Park, Nova York onde se dedicou à investigação das mais variadas tecnologias. Assim surgiu o aperfeiçoamento do fonógrafo e a lâmpada eléctrica de incandescência com filamento de carvão. Esta foi, sem dúvida, um avanço tecnológico significativo. Basta ver a importância que, hoje em dia, representa a iluminação artificial.

Apesar de toda a sua imaginação, a criação de uma equipa de profissionais tornou-se inevitável. Isso levou-o a aumentar a sua capacidade criativa. Assim construiu o primeiro dínamo de alta potência (gerador de corrente contínua) e muitos outros equipamentos destacando-se o gerador de alto vácuo para fabricar lâmpadas, um medidor de consumo eléctrico, um regulador de corrente para máquinas de solda eléctrica e muitos outros.

A sua empresa, Edison Electric Light Company, tornou-se uma potência económica dos Estados Unidos no domínio da geração de electricidade. Apesar disso, Edison continuou a investigar e conseguiu aumentar o tempo de vida útil das lâmpadas de incandescência utilizando, agora, um filamento fino de carvão a alto vácuo. Em 1883 descobriu o chamado efeito de Édison que lhe permitiu a construção de um díodo termoiónico ou válvula de Edison que, mais tarde, se tornou muito conhecida como válvula de rádio. Passados cinco anos, em 1888, fundou a Edison General Eletric, tornando-se um dos maiores impérios industriais do mundo onde eram fabricados todos os tipos de dispositivos eléctricos. Quando surgiu a primeira guerra mundial a General Electric entrou na metalurgia naval passando a produzir grandes máquinas e equipamentos a incorporar nos navios que se produziam, em grande número, nos vários estaleiros dos Estados Unidos.

Apesar de ser um génio, Edison não gostava de estudar. Aos 14 anos abandonou a escola e passou a ter a sua mãe como professora. Uma frase sua, que ficou célebre, atesta bem a sua apetência para o trabalho: ser génio é ter 1% de inspiração e 99% de transpiração.

Em reconhecimento ao seu legado foi eleito membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em 1927. Faleceu em 1931 em West Orange com 84 anos.

Manuel Cordeiro

Professor da UTAD

Texto publicado no Noticias de Vila Real