Movimento rotário (2)
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- Categoria: Personalidades e Instituições
- Publicado em quinta, 03 agosto 2006 19:54
- Escrito por Manuel Cordeiro
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Neste texto vou referir alguns dos projectos que o movimento rotário tem em implementação, a nível mundial, desde há alguns anos. Algumas ds áreas que têm sido consideradas prioritárias e para as quais o movimento rotário tem canalizado todas as suas energias são as seguintes: a SAÚDE PÚBLICA, os RECURSOS HÍDRICOS e a ALFABETIZAÇÃO.
Na área da saúde pública muito se tem feito nos últimos anos. O combate à poliomielite tem constituído um desafio muito grande. A sua erradicação é uma meta que está muito próximo de ser conseguida. Trata-se de um objectivo que muito vai contribuir para que as crianças dos países subdesenvolvidos tenham uma vida saudável e com qualidade. O movimento rotário tudo tem feito para mobilizar empresas, instituições estatais, governos e pessoas singulares para reunir os fundos necessários para que este objectivo seja atingido. Muitos milhões de vacinas foram ministradas em todo o mundo por voluntários, uns rotários outros cidadãos anónimos.
O combate à malária, à tuberculose e à cegueira assim como a cura do sarampo, da raiva e da sida, são outros objectivos que estão sempre presentes na mente de qualquer rotário.
Não nos devemos esquecer de que saúde não é só ausência de doença, mas também é bem-estar físico e psíquico. Para isso é necessário dar ênfase à necessidade de haver mais água potável disponível para que todas possam servir-se dela com segurança, quer quando a bebem quer quando cozinham os alimentos.
É necessário criar condições para que haja mais facilidade de acesso às várias vacinas, a tratamentos dentários, higiene oral, à correcção de lábios leporinos e membros defeituosos, a operações às cataratas, dar mais visão para quem pode voltar a ver, etc.
No que respeita os recursos hídricos muito há ainda para fazer. Em todo o mundo há cerca de 1 bilião de pessoas que bebe água não-potável. Podemos imaginar quantas doenças isso acarreta. As 6.000 crianças que morrem, por dia, devido à ingestão de água contaminada e o facto de cerca de 80% das doenças nos países subdesenvolvidos estarem relacionadas com a sua ingestão (50% população mundial), são factos que deviam fazer reflectir qualquer ser humano, em especial aqueles que vivem em países onde estes problemas não se fazem sentir. A água é essencial à vida: dar de beber às pessoas é essencial à sua higiene diária, permite aumentar a produtividade dos solos através da sua irrigação, é muito importante na criação de animais, etc. Dizia a Subsecretária Geral da ONU, Elisabett Dowdeswel, que “A falta de água será a causa de inúmeros conflitos armados no futuro”. Por estas e muitas outras razões, o movimento rotário tem dedicado muitos dos seus fundos à abertura de poços nos países onde o acesso à água é difícil, para que as populações possam ter acesso a esse bem tão escasso, mas imprescindível ao seu dia-a-dia.
Outras acções em que muitos rotários têm participado têm que ver com a descontaminação da água através da remoção de arsénio dos reservatórios de água, como é o caso da Índia, a instalação de filtros em escolas no Gana e a instalação de sistemas de filtragem da água por areia nas Honduras.
Como é que o movimento rotário consegue implementar todas estas acções de ajuda às populações? Estando representado por rotários especialistas nesta área, em fóruns, reuniões ou congressos onde esse tema seja tratado. Mobilizando boas vontades, reunindo os fundos necessários, se for caso disso, ou participando em campanhas que apelem à conservação da água, chamem à atenção para o seu valor e que evitem a sua poluição e contaminação. Também o têm feito apoiando projectos em países africanos em desenvolvimento, em Timor, Brasil e outros, que conduzam à melhoria da qualidade da água e da sua acessibilidade pelas populações.
A alfabetização tem sido outra das preocupações de todos os rotários. Há cerca de 2 biliões de pessoas (1 em 3) que não sabem ler, escrever ou efectuar operações aritméticas simples. Muito já se fez e muito há ainda para fazer.
Os responsáveis pelo movimento rotário pedem para que cerremos fileiras no sentido de dinamizar a recolha dos fundos necessários e aumentarmos o número de membros. Só assim poderemos responder com eficácia a todas as solicitação que nos chegam.
Professor da UTAD
Publicado no Notícias de Vila Real


