D Manuel Manso – Bispo do Funchal e da Guarda
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- Categoria: Personalidades e Instituições
- Publicado em terça, 13 novembro 2007 10:21
- Escrito por Manuel Cordeiro
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Personalidades & Instituições
D Manuel Manso – Bispo do Funchal e da Guarda
Foi no ano de 1793, no dia 20 de Novembro que nasceu aquele que viria a ser uma personalidade de destaque na igreja portuguesa. Bemposta foi a aldeia que teve o privilégio de ver nascer o que viria a ser Bispo do Funchal e, posteriormente, da Guarda. Era filho de António Martins e Isabel Manso, ele natural da freguesia de Bemposta e ela da freguesia de Tó, ambas pertencentes ao concelho de Mogadouro. Seus pais casaram no dia 24 de Maio de 1792, sendo oficiante o Padre Manuel Cordeiro. Foi baptizado na igreja Matriz e seus padrinhos foram o Padre Manuel Marcos Cordeiro de Bemposta e Maria Marcos de Tó. Era Bispo de Bragança D. António Veiga Cabral e Câmara.
Os pais, agricultores abastados, tiveram quatro filhos. Manuel e o Francisco. A exemplo do que acontecia com as famílias de relevo à altura, os pais fizeram Declaração de Genere (Arquivo Episcopal de Bragança, Caixa 236, Processo 4139) de três dos filhos, tendo chegado à condição de padre o Manuel e o Francisco.
Depois de fazer os estudos da escola primária em Bemposta, ingressou no Seminário de Bragança onde concluiu Teologia. De seguida foi para a Universidade de Coimbra onde frequentou o curso de Direito Canónico tendo obtido o grau de Bacharel no ano de 1822. Regressou a Bragança e foi ordenado Padre nesse mesmo ano.
D. Manuel Manso, pela visibilidade que teve deu um contributo importante para que a família a que pertencia se tornasse ainda mais conhecida e continuasse a ser uma família, no verdadeiro significado que a palavra encerra. A união, por casamento, de elementos da sua família com as famílias Cordeiro, Ferreira e Neves, permitiu construir uma unidade entre os seus elementos, por casamento, que perdurou até hoje.
As qualidades intelectuais, a sua forte personalidade e o seu jeito peculiar para o exercício do sacerdócio, auguravam-lhe um futuro promissor na sua carreira eclesiástica. Não espanta pois que no ano em que foi ordenado sacerdote fosse nomeado Vigário Geral do bispado de Bragança e, depois, Cónego da Sé de Bragança. Em 15 de Maio de 1825 foi nomeado Chantre da Sé Catedral; em 29 de Dezembro de 1829 Provisor; em 17 de Maio de 1830 Examinador Sinoidal e em 14 de Maio de 1832 Vigário Capitular.
No ano de 1834, muito difícil para a igreja católica, delegou as responsabilidades que detinha, noutro sacerdote eleito pelo Cabido. Segundo alguns estudiosos do seu trajecto, como o Dr. Pinharanda Gomes no seu livro sobre a sua vida, este estratagema foi por ele usado para iludir os liberais, continuando a ser ele, na prática, o vigário de facto sendo chamado o “vigário oculto”, no círculo dos membros da igreja em Bragança.
Teve que resolver muitos problemas para lá dos inerentes ao funcionamento de uma diocese católica. Com a sua ponderação e com a consideração que por ele tinham os seus comandados, foi resolvendo todos esses problemas. Antes de ser nomeado Bispo do Funchal, escreveu uma carta ao Papa Pio IX (26.10.1849) apoiando a proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria.
(Publicado no Notícias de Vila Real)
Manuel Cordeiro
Professor da UTAD


