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Unidades de saúde de Bragança dispensam 179 médicos e técnicos

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179 pessoas com contratos de prestação de serviços nos centros de saúde do distrito de Bragança

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Autarcas mostram descontentamento

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Os autarcas do Distrito de Bragança manifestaram ontem “desagrado e preocupação” ao Ministro da Saúde com as reformas previstas para o sector a nível local que Correia de Campos lhes transmitiu pessoalmente. Alguns nem querem ouvir falar nas alterações.

O responsável pela tutela reuniu-se com os doze presidentes de Câmara do Distrito de Bragança, que criticaram a criação do centro hospitalar do Nordeste e a redução do projecto de 40 milhões de euros para a ampliação do hospital de Bragança para obras de requalificação no valor de seis milhões de euros. Os autarcas ficaram ainda “apreensivos” com o anunciado encerramento das urgências dos centros de saúde e hospitais com um número reduzido de utentes, já que na esmagadora maioria dos concelhos da região a média de atendimentos não chega a uma pessoa por noite. O ministro não concretizou os planos relativamente a esta medida de que o presidente da Câmara de Mogadouro, Moares Machado, nemquer “ouvir falar”. Com a exclusão dos três maiores concelhos (Mirandela, Bragança e Macedo de Cavaleiros), Mogadouro é, no Distrito o que maior afluência tem às urgências nocturnas, com uma média de dois utentes, mas para o autarca o serviço deve manter-se. A mesma expectativa tem José Santos, o presidente de Freixo de Espada à Cinta, o concelho mais afastado dos centros de decisão do Distrito. Na opinião de Moraes Machado, as reformas na saúde ou noutras áreas que impliquem concentração só podem se feitas quando o Nordeste Trasmontano estiver servido de boas acessibilidades, prometidas há décadas. “Hoje o que conta é a rapidez com que se chega a um hospital. Pode-se estar a cem quilómetros, chega-se lá num quarto de hora, está tudo muito bem. Pode-se estar a vinte quilómetros e a estrada está cheia de buracos, está muito mal”, afirmou. “Comodidade e rapidez” é o que conta para este autarca. Moraes Machado criticou ainda o modelo do centro hospitalar, que vai juntar os três hospitais distritais (Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros) numa administração conjunta. O problema, na opinião do autarca, é que nessa administração não ficam representados os concelhos fora do eixo principal e que mais necessitados estão de serviços. A criação do centro hospitalar é também criticada pelo autarca de Mirandela, José Silvano que pondera agregar a unidade hospitalar do seu concelho ao centro hospitalar de Vila Real em vez de Bragança, uma possibilidade prevista legalmente.
A nova administração do centro hospitalar vai ter a responsabilidade de estudar e decidir qual das duas maternidades da região encerra.

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Hospital
Obras travadas
O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, ficou “perfeitamente desanimado” com a decisão de abandonar o projecto de ampliação do hospital da capital de Distrito. “Acho que é andar para trás muitos anos, infelizmente é na área da saúde e é noutras, por isso a minha insatisfação profunda”, disse.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt