Revisitando Castelo Branco
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- Categoria: Castelo Branco
- Publicado em sábado, 27 agosto 2011 22:01
- Escrito por JOSÉ LUIS PARDAL
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Revisitar Castelo Branco traz sempre emoções fortes, ainda mais, para quem o faz de tempos e tempos, como é o meu caso. Cada nova visita é uma viagem no tempo e na saudade. Sou uma mulher prática e vejo as coisas de forma muito objetiva, mas ainda assim não consigo deixar de reviver tudo de novo nestes momentos em que volto, através das lembranças que a memória teima em trazer para o hoje.
Partir para outro país ou outra localidade é deixar um pedaço de si plantado no lugar onde nascemos, é como se mudássemos uma árvore de chão e os pedaços das raízes que ficaram na terra continuassem vivas para sempre. Ao ler os artigos no portal vejo que não sou a única a pensar assim. Todos nós mantemos vivas na alma as imagens da infância que vivemos na nossa aldeia. Quer sejam boas, ou nem tanto, estas lembranças são parte do nosso patrimônio emocional. Elas nos fazem ser quem somos, e relembrar de momentos e pessoas do passado é, sem duvida nenhuma, uma forma de celebrar e agradecer o dom da vida.
Voltar é dar um passo para trás mesmo estando à frente. É o encontro de quem somos hoje com a criança que fomos um dia. Cada um tem suas histórias. Um dia, ainda lhes conto também das minhas. Cada coisa a seu tempo...
Que vivemos em um mundo completamente diferente do tempo da nossa infância todos nós já sabemos. É gratificante ver as mudanças que o progresso e a globalização fizeram no lugar e nas pessoas de Castelo Branco. Estas mudanças estão muito presentes no conforto das casas, nas facilidades de comunicação e tecnologia, nas vias e estradas que encurtaram distâncias para ir e vir e que permitem que mesmo morando em lugares distantes se chegue rapidamente. E tudo isto é muito bom e nos enche de alegria. Nisto não tenho saudades de outros tempos pelo contrário, vejo que nossa aldeia evoluiu muito, felizmente.
Mas tem coisas que o tempo não alterou e acho que não vai mudar nunca. Está registrado em nosso coração com marcas indeléveis: nosso orgulho de ser albicastrenses e de termos nascido nesta terra plantada aos pés da soalheira.
Por estes motivos quero partilhar algumas fotos que tirei em julho de 2009 quando estive em Portugal e que são instantâneos de momentos de muita alegria.


