Artigos
Preço da electricidade em Trás-os-Montes poderá baixar
- Detalhes
- Categoria: Mogadouro
- Publicado em quarta, 04 novembro 2009 16:41
- Escrito por Helder Ferreira
- Visitas: 885
Em 2013 estará a funcionar a barragem do Baixo Sabor. Os trabalhos correm a todo o gás, para serem cumpridos os prazos estabelecidos. Fonte: http://www.imprensaregional.com.pt/Preço da electricidade em Trás-os-Montes poderá baixar

O investimento da EDP é de 120 milhões de euros, ao qual se acrescentam ainda o reforço da potência da barragem de Picote, em Miranda do Douro, e da barragem de Bemposta, em Mogadouro, assim como a de Foz Tua, em Mirandela.
Actualmente a construção hídrica emprega já cerca de 600 pessoas nos trabalhos de desvio do leito do rio Sabor. Estão também já em curso os trabalhos de construção de um túnel que irá servir para levar a água até à central onde vão ser instalados os equipamentos de produção de energia. Se os prazos forem cumpridos, em Novembro deste ano o túnel de desvio com 300 metros estará concluído e no Verão de 2010 o rio Sabor deixará de passar pelo seu percurso actual. Também por essa altura devem estar em construção os blocos de betão da barragem e o paredão, com 120 metros de altura.
“Lá em baixo temos o rio Sabor e um túnel que tem cerca de 300 metros e vai permitir desviar a água do rio para deixar a seco esta zona onde estão a desenvolver trabalhos de escavação. No primeiro trimestre de 2010 o rio Sabor já não passará pelo seu leito natural mas será desviado. Além desses trabalhos, há trabalhos de escavação da tomada de água, a zona onde vão arrancar dois túneis que vão captar a água até à central onde serão instalados os equipamentos de produção de energia”, explica Lopes dos Santos, director do projecto.
Tudo o que se pode ver agora será submerso, incluindo os estaleiros, quando a obra estiver concluída, e quando a barragem estiver cheia o nível da água ficará ligeiramente acima da Ponte de Remondes, em Mogadouro.
Os acessos serão feitos pela margem direita e pela margem esquerda.
Em 2011, as obras de construção da barragem do Baixo Sabor deverão empregar quase duas mil pessoas.
No total são mais de 3500 postos de trabalho que vão ser criados na região, atingindo mais de 300 empresas.
António Mexia, presidente da EDP, considera que este é o maior investimento em barragens que está a ser feito em Portugal desde os anos 50 e que é uma oportunidade única na região, pelo que quer encontrar, por isso, uma forma de compensar as populações no pós construção da barragem, passando a empresa de “mecenas” a “parceira”.
“Estamos a desenvolver o maior número de projectos hídricos a nível europeu, é um potencial que não estava a ser aproveitado. Somos a empresa que mais megawatts está a desenvolver em toda a Europa e estamos a fazê-lo de forma integradora. Queremos maximizar o envolvimento com as comunidades, passamos de mecenas a parceiro, de patrocinador a facilitador”.
O responsável da empresa garante que estas construções de empreendimentos hidroeléctricos vão permitir no futuro, uma menor dependência externa de energia, o que vai possibilitar a estabilização dos preços da electricidade. “As tarifas dependem de muitas coisas e são estabelecidas pelo regulador. O que acontece é que a redução das matérias-primas não veio pela melhor razão, veio pela recessão a nível mundial. O que está em causa é criar condições estruturais para Portugal estar menos dependente de fontes externas e a hídrica é um estabilizador no que diz respeito à energia. O objectivo em Portugal é termos em 2020 mais de 60 por cento da energia renovável estaremos menos dependente da importação de produtos petrolíferos. Temos condições de maior independência e estabilização dos preços”, explicou António Mexia.
Apesar de negar a ideia de que existem diferenças nas tarifas do país, António Mexia, adianta que a EDP vai apostar no reenquadramento tarifário e nas medidas de eficiência energética.
“Na energia demoraram-se muitos anos a conseguir equilíbrio entre todas as pessoas dentro do país, em que quer as pessoas estivessem perto ou longe, tivessem as mesmas condições. Seria estranho hoje começar a fazer o caminho inverso. Queremos introduzir as pessoas dentro do enquadramento que já há, a tarifa social, por exemplo, ou outras medidas de eficiência energética”, afirmou.
No evento promovido pela Energias de Portugal, foram ainda assinados três protocolos com três instituições distintas, um deles com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Escola de Música do Conservatório Nacional para a expansão do modelo de Orquestras Juvenis Geração às regiões da área de influência das novas barragens, o outro com a Glocal para o apoio ao desenvolvimento de projectos e acções de empreendedorismo e o terceiro com a Associação Aprender a Empreender, que tem como objectivo a preparação dos jovens estudantes do ensino secundário da Região para o mercado de trabalho.

