mogadouro.com

Sex02102012

Last update07:39:26 PM

Distrito Bragança // Segurança Social com mais pedidos de ajuda

Directora distrital apela aos párocos e presidentes de juntas de Freguesia para que ajudem a sinalizar as situações de pobreza

Estão a aumentar os pedidos de ajuda à Segurança Social através do Rendimento de Inserção Social (RSI) e dos pedidos de apoios pontuais à Acção Social. A situação foi denunciada pela directora distrital, Teresa Barreira, na passada sexta-feira, em Mogadouro, à margem do seminário “Lutas contra a Pobreza e Exclusão Social”, organizado pelo Centro Local de Acção Social (CLAS) de Mogadouro. O aumento do desemprego, provocado pela falência e insolvência de empresas que estavam sedeadas na região, nomeadamente da área da construção civil, tem sido um dos factores que tem provocado maior aumento de pedidos de ajuda. A situação verifica-se, sobretudo, nas zonas urbanas do distrito de Bragança e está a afectar várias faixas etárias da população e imigrantes. “Temos várias solicitações de famílias que abrangem várias faixas etárias e, depois, temos a situação de imigrantes que perderam o emprego e estão numa situação precárias, de transição entre regressar ao país de origem ou ficar”, apontou. Este aumento de pedidos tem vindo a ser denunciado também por várias instituições particulares de solidariedade social e se, por um lado, “é prova que as instituições funcionam”, também mostra que o distrito de Bragança não escapou à crise e essa é uma situação que, no entender de Teresa Barreira, “não se pode escamotear”. A directora distrital não cai na tentação de comparar a situação com outros distritos, porque, conforme explicou, embora a realidade possa parecer melhor do que noutros distritos do litoral, a verdade é que a região sofre de um problema de despovoamento que não permite fazer comparações sem uma escala de equivalências. “A percepção que temos é que conhecemos melhor a realidade. No interior somos menos e as redes sociais identificam e acautelam melhor estas situações”, considerou. O mesmo entendimento tem João Henriques, provedor da Santa Casa da Misericórdia e presidente do CLAS, que confirmou que as instituições estão a acompanhar, aconselhar e a fazer “todos os possíveis” para dar resposta aos pedidos de ajuda que, muitas vezes, chegam às instituições através das juntas de Freguesia “Tem havido um crescendo de pedidos, e até pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, algumas delas empregadas, mas com elevados níveis de endividamento. As juntas de Freguesia têm-nos feito chegar algumas situações e têm colaborado, pois são os que estão mais directamente nos locais”, apontou. Esta proximidade das juntas de Freguesia e, inclusive, dos párocos,deve, no entender de Teresa Barreira, ser aproveitada para ajudar a referenciar junto da Segurança Social as situações de pobreza que estejam “encobertas”, para que quem necessita possa beneficiar dos apoios existentes.

Notícia adicionada sob a secção: Actual