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Douro Superior // Sete milhões de euros para investir no turismo

Diversificar, aumentar e qualificar a oferta são alguns dos objectivos

O bolo financeiro disponível para investimento no turismo, nos quatro concelhos do Douro Superior (Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Vila Nova de Foz Côa) , no âmbito do PRODER, é de sete milhões de euros; verba que se espera gastar, na totalidade. “Da nossa parte não tenho dúvidas. Somos seis técnicos na Associação, com esta capacidade de andar sempre a picar os nossos investidores, de falar com eles, reunirmos, para vermos onde estamos a falhar e ver o que podemos fazer melhor”, afirmou Ilídio Mesquita, coordenador da Associação de Desenvolvimento do Douro Superior Para discutir a problemática, informar investidores e outros interessados, realizou-se, na semana passada, em Mogadouro, um seminário, precisamente, dedicado ao “Turismo: Desafios e Oportunidades. Entre várias acções de apoio disponíveis contam-se acções para criação de novas modalidade de alojamento, criação de alojamento em exploração agrícola, a criação de novas actividade económicas e criação de aspectos sociais que são importantes para a região. Por exemplo, é possível criar um alojamento turístico até 14 quartos, criando-lhe actividades de animação turística. Também é possível criar rotas e recuperar património que faça parte da paisagem, como os pombais tradicionais. “Agora isto tem que ser feito por privados. Tem que ser o privado a sonhar, a ter a capacidade de querer investir na sua terra, no seu local”, sublinhou o responsável da Associação. De referir que só no concurso anterior, vão ser já apoiados projectos em 1,4 milhões de euros. Os investidores vão investir 2,6 milhões de euros. “Isto é muito dinheiro para estes quadro concelhos, que são Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo e Vila Nova de Foz Côa”. No total são 22 os projectos já aprovados. A comparticipação comunitária pode variar, conforme os postos de trabalho criados.

Necessário aumentar oferta

Carlos Ferreira, da Delegação de Bragança do Turismo do Porto e Norte de Portugal, sublinhou a importância da divulgação destes apoios, através de acções como este seminário, para que surja na região um sector que realmente possa “substituir” a agricultura ao nível da criação de emprego. “Hoje em dia a agricultura, pelo facto de ter libertado muita população e de se ter mecanizado, tem de desenvolver outras valências. Uma das que pode desenvolver é o turismo, através da criação de um conjunto de actividades que atraiam turistas e que dinamizem a economia da região”, sublinhou, acrescentado que o turismo é a actividade económica que cria mais riqueza no mundo. Apesar de na região já existirem alguns projectos no âmbito do turismo ligado à natureza e actividades económicas culturais e sociais, existe ainda um grande espaço de crescimento, para que se torne uma região privilegiada ao nível da captação de fluxos turísticos. “O que precisamos na região é criar uma massa de oferta bastante consistente, tendo sempre em atenção que estamos em regiões que temos de ter em consideração o aspecto da sustentabilidade ambiental e turística, mas ainda estamos longe desses fluxos causarem problemas. É importante que comecemos cada vez mais a ter uma oferta muito mais qualificada e em quantidade”. Para isso é necessário criar “tradição” de empresariado turístico.

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